A longevidade da população é um fenômeno mundial, amplamente estudado na atualidade pelo fato de trazer importantes repercussões nos campos social e econômico. Esse processo se manifesta de forma distinta entre os diversos países do mundo. Em alguns países configura-se como um processo lento que vem desde o século XVIII em outros um processo rápido com aumento absoluto e relativo das populações adulta e idosa modificando bruscamente a pirâmide populacional. O ponto em comum que explica o crescimento da população idosa está na drástica redução das taxas de fecundidade e no fato da ciência ter investido e continuar investindo grandes esforços no prolongamento da vida dos indivíduos.
Neste contexto vemos de tudo, até a afirmação de um possível retardamento ou superação do envelhecimento quando, no inicio deste ano, o cientista inglês Aubrey de Grey declarou que muitos bebês que agora estão nascendo viverão 150 anos e que daqui a duas décadas, alguém já poderá atingir a idade de mil anos, pois se tem 50% de chances de colocar o envelhecimento sob aquilo que se chama de “nível decisivo de controle médico” que consiste na reparação regular dos danos moleculares e celulares antes que cheguem a um patamar irreversível e patogênico. Polêmico, não?!?!
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o envelhecimento populacional como uma história de sucesso das políticas de saúde pública e também sociais. Portanto a maior conquista e triunfo da humanidade no último século.
A questão é: como efetivamente está a elaboração e a execução das políticas e programas para promoverem o envelhecimento digno, com qualidade de vida e sustentável, que contemple as necessidades do grupo etário das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos nos diversos países do mundo e particularmente no Brasil? As políticas e programas oficiais devem contemplar os direitos, as necessidades, as preferencias e a capacidade dos idosos, reconhecendo a importância das experiências individuais dos sujeitos. O desafio é e será incluir na agenda de desenvolvimento socioeconômico dos países políticas para promover o envelhecimento ativo, possibilitando qualidade aos anos adicionados à vida. Criar condições para fortalecer as políticas e programas para promoção de uma sociedade inclusiva e coesa, reconhecendo o direito à vida, à dignidade, ao respeito e à longevidade com qualidade.
Profa Ms. Adriana Regina de Almeida – docente do curso de Serviço Social – UniSEB Interativo.


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